segunda-feira, 3 de setembro de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Glossário...
Afilhado: Pessoa que tem padrinho ou madrinha (de baptismo, casamento, etc.).
2. [Figurado] Protegido.
Padrinho: O que apresenta o neófito ao baptismo.
2. [Figurado] Protector.
Tenho, até ver, um afilhado. Tenho aliás, uma sobrinha, um afilhado, outro sobrinho. Simplificando: tenho 3 sobrinhos. Um de sangue. Filha da minha irmã. Outro, por existência. Filho do meu irmão (também este de existência). O último, por casamento. Sobrinho da minha vida. A todos amo. A uns mais cedo do que a outros. A todos vi nascer. Uns mais cedo que outros. A todos vejo crescer. Uns mais vezes que outros. Posso analisar todos os passos. Posso sentir todas as gargalhadas, todas as lágrimas. Posso ouvir os monossílabos e interjeições e respectivas transformações e promessas de vivacidade de conversação e discurso. Poderia ter dito isto com ainda mais palavras. Até com menos. Poderia até nem o ter dito pois é apenas a constatação de uma decorrência do desenvolvimento humano. Mas agora já está! já o disse. E como dito foi, afirmado se manterá, tal como uma interjeição de uma criança cuja forma única de comunicação é esta. Tal como as interjeições que venho ouvindo desde há 12 anos (da primeira). Interjeições com mais ou menos ditongos, que nos oferecem um sorriso quando ouvidas. Um "di" mágico, um "dá" aparentemente irracional, uma gargalhada dobrada que encontra como resposta possível um enorme suspiro. Assim é a vida. Tanto mais preenchida quanto a vida dos que amamos se preenche com as suas próprias vidas. Assim é a vida, tanto mais vivida com um sentimento de protecção quanto maior o amor que sentimos por alguém, precise ou não de protecção. Todos os meus sobrinhos, de sangue, de existência ou de vida, possuem protecção maior que aquela que eu, sozinho, poderia alguma vez fornecer. Ainda assim, tenho, até ver, um afilhado. Tenho aliás, uma sobrinha, um afilhado, outro sobrinho. Um de sangue da minha irmã. Outro do meu irmão de existência. O último da minha vida. A todos vos amo.
2. [Figurado] Protegido.
Padrinho: O que apresenta o neófito ao baptismo.
2. [Figurado] Protector.
Tenho, até ver, um afilhado. Tenho aliás, uma sobrinha, um afilhado, outro sobrinho. Simplificando: tenho 3 sobrinhos. Um de sangue. Filha da minha irmã. Outro, por existência. Filho do meu irmão (também este de existência). O último, por casamento. Sobrinho da minha vida. A todos amo. A uns mais cedo do que a outros. A todos vi nascer. Uns mais cedo que outros. A todos vejo crescer. Uns mais vezes que outros. Posso analisar todos os passos. Posso sentir todas as gargalhadas, todas as lágrimas. Posso ouvir os monossílabos e interjeições e respectivas transformações e promessas de vivacidade de conversação e discurso. Poderia ter dito isto com ainda mais palavras. Até com menos. Poderia até nem o ter dito pois é apenas a constatação de uma decorrência do desenvolvimento humano. Mas agora já está! já o disse. E como dito foi, afirmado se manterá, tal como uma interjeição de uma criança cuja forma única de comunicação é esta. Tal como as interjeições que venho ouvindo desde há 12 anos (da primeira). Interjeições com mais ou menos ditongos, que nos oferecem um sorriso quando ouvidas. Um "di" mágico, um "dá" aparentemente irracional, uma gargalhada dobrada que encontra como resposta possível um enorme suspiro. Assim é a vida. Tanto mais preenchida quanto a vida dos que amamos se preenche com as suas próprias vidas. Assim é a vida, tanto mais vivida com um sentimento de protecção quanto maior o amor que sentimos por alguém, precise ou não de protecção. Todos os meus sobrinhos, de sangue, de existência ou de vida, possuem protecção maior que aquela que eu, sozinho, poderia alguma vez fornecer. Ainda assim, tenho, até ver, um afilhado. Tenho aliás, uma sobrinha, um afilhado, outro sobrinho. Um de sangue da minha irmã. Outro do meu irmão de existência. O último da minha vida. A todos vos amo.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Mais uma vida que nos chegou. Uma vida que vos completa. Uma vida que não sendo vossa, a protegem como se vossa fosse. O único milagre que conheço. Aliás: a consequência do único milagre que conheço. O milagre que fabrica vida; o milagre que a todos transforma e nos move a sermos pessoas melhores. De todo o modo, o milagre atingiu-vos. Atingiu-vos, uniu-vos. Abraçou-vos e criou a vida. A vida, o amanhã. O amanhã de noites de preocupação de caçadeira na mão, aguardando o tratante que acompanha o fruto do vosso milagre a casa. "Para a próxima cheguem mais cedo a casa", dirás em tronco nu fazendo reflectir a tatuagem nos olhos do burlão, abraçando com uma mão um pé já crescido, e com a outra travando a arma. "Não sejas assim", dirá a origem deste segundo milagre. Enfim, as discussões etéreas de quem quer bem. As discussões que o milagre obriga e as resoluções que o amor acompanha. O único milagre que conheço: Mais uma vida que nos chegou.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
Mudança de planos
Amigos,
Decidi há coisa de 10 minutos alterar o formato do meu blog. Lembrei-me que não escrevia aqui há uns tempos. Entretanto, "abri" o blog e verifico e o meu último texto é de Fevereiro... Enfim, uma vergonha. Ou será?
Se bem me lembro, iniciei este blog para poder relatar, perplexo, um jantar que tive com a minha actual mulher (mas namorada ainda). Nesse jantar, decidi criar esta página para gozar à vontade com a situação que naquele dia vivenciámos... E foi o que fiz. (não vos vou dizer que situação foi; caso queiram, podem navegar pela barra de entrada (situada imediatamente à direita deste texto), e não terão muito trabalho ao fazê-lo (é uma vergonha a quantidade que escrevi neste blog...), e o primeiro texto relatará o referido jantar.
De todo o modo, e correndo o risco de me repetir (não sei se já disse que é vergonhosa a quantidade de textos que aqui escrevi), é de facto pena não conseguir alimentar este blog tal como pretendia. Ou será? Com tanta gente que escreve (não escritores) por essa internet afora, poderia cometer o erro de repetir questões e de metralhar barricadas já fustigadas pela guerra.
Assim, optei por transformar o formato deste meu blog. Começarei a publicar fotos tiradas por mim e paralelamente escreverei algo sobre a foto. Talvez desta maneira me seja possível alimentar alimentar, por um lado, este blog, e por outro, esta minha recentemente adquirida paixão pela fotografia.
Um grande bem-haja (não sei se é assim que se escreve com a entrada em vigor do novo acordo ortográfico, mas como não quero saber do novo acordo ortográfico, não me preocupo) e espero continuar a satisfazer o gosto e a curiosidade de todos os meus leitores, de cada um dos 2...
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